Corra como um coelho: apresentação

Três personagens em um elegante cenário de gabinete, entulhado de pratarias, quadros e bichos empalhados: Uma dondoca pós-moderna de tendências suicidas, um estrangeiro ingênuo e estabanado, e um atento rapaz misteriosamente ferido; Em passagens frenéticas pelo palco, proclamam discursos tragicômicos transformando a cena em um verdadeiro labirinto, onde o falso e o real se confundem a todo instante.

Usando contos de Dorothy Parker, romances de Lewis Carrol, imagens de Norman Rockwel, filmes de David Lynch, gags do cinema mudo, músicas da década de 70 e até mesmo comerciais de televisão, a Cia. dos Outros criou o espetáculo Corra Como um Coelho. A sobreposição de tantas referências aconteceu pela premissa da pesquisa do grupo para este trabalho, uma simples e sincera pergunta: O que cada um tem vontade de fazer em cena? Dessa maneira, o processo criativo explorou livremente diversos recursos teatrais para dar forma aos desejos. O mar de possibilidades terminou por criar personagens praticamente esquizofrênicas, que seguem freneticamente um excesso de convenções teatrais articulados em cena, o que torna impossível qualquer articulação dramática ao longo do espetáculo. Corra Como um Coelho se desdobra como um grande labirinto. Termina como começa- começa como termina, dá voltas em si mesmo: revelando as intempéries de se lidar com a estrutura dramática.

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